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17 outubro 2006 

Novas regras de publicação neste blog

O blog No Teatro Rivoli foi criado pelo PÚBLICO com o objectivo de fornecer mais uma plataforma para a discussão do caso do Rivoli (o seu funcionamento e financiamento, eventual privatização, posição da CMP, etc).

De forma a facilitar a leitura da situação foram criados dois “utilizadores virtuais”: um chamado Dentro do Rivoli, que se pretendia que reunisse as posições dos ocupantes do Teatro (ainda que cada post devesse ter, além dessa assinatura, uma identificação individual) e outro “utilizador virtual” chamado Fora do Rivoli, que deveria reunir as posições do público em geral.

A vantagem de criar identidades virtuais como estas e de lhes dar privilégios de membro do blog é a visibilidade dos posts – ao invés dos comentários, que apenas estão acessíveis se se clicar num link.

A desvantagem é que, ao conceder esses privilégios, se concede também a esse “utilizador virtual” a capacidade de alterar os “seus” posts – entenda-se: posts do mesmo “utilizador virtual”, que podem ser de facto de um outro utilizador individual.

Quisemos experimentar o sistema para garantir a visibilidade das mensagens de todos e por uma questão de equidade, apesar dos seus riscos, mas o que podia acontecer aconteceu: houve posts apagados ou alterados por utilizadores menos escrupulosos e com menor sentido da intervenção cívica e do debate público.

Decidimos assim anular o utilizador “Fora do Rivoli” e permitir aos visitantes deste blog apenas o recurso ao comentário dos posts de outrem.

Para respeitar o dever de equidade, o PUBLICO.PT convidou também a Câmara Municipal do Porto a participar neste blog. Os dados de utilizador e a password já foram fornecidos ao Gabinete de Comunicação da autarquia.

José Vítor Malheiros
Director do Publico.pt

Revolução ou democracia? Os subsídios para actividades artísticas e culturais são como questão política um pouco como a pena de morte na maioria dos paises ocidentais em que os politicos (do mainstream, pelo menos) estão "mais à frente" que os eleitores e nunca levam a voto a questão(em programas partidarios pre-eleitorais, em votaçoes em Parlamento ou em referendos) . Sabemos todos o resultado: a larga maioria, sobretudo em tempos economicos dificeis, "larga" a cultura sem grandes estados de alma. A posição dos ocupantes parece-me de "Communard", romântico-revolucionária e condenada ao fracasso.

fake plastic theater...

Privatizado já está o Rivoli e há muito tempo. Pertence aos tais 30 indivíduos que lá vão e não aos milhões que directa ou indirectamente financiam aquilo.

Acho edificante e revelador o facto de o Sr.Malheiro resolver a mais do que previsível anarquia dum blogue aberto eliminando simplesmente o utilizador 'Fora do Rivoli' que tendenccialmente se estava a revelar de acordo com essa designação. Será que as bravas gentes 'Dentro do Rivoli' dão assim tantas garantias de um honesto uso dos seus privilégios de utilizador? Pelos factos que deram origem a esta patética polémica, parece-me sinceramente que não. Mas o Público é que sabe. E não o público...

A Cultura é muito bonita quando temos água, luz e canalização...
As autarquias são para servir todos os munícipes, não só aqueles que se podem dar ao luxo de estarem fechados num teatro desde domingo à noite até terça-feira (pelo menos), a ver o tempo passar.
Quanto é que a Câmara do Porto enterra por dia no Teatro Rivoli? Qual é que é o salário médio em Portugal e qual o salário médio no Rivoli e em tantos outros "espaços Culturais"?

Naturalmente que tenho de aceitar que há quem concorde e discorde com o processo que está a ser seguido pela CMP no Rivoli. Mas tem uma vantagem, houve um concurso para concorrer ao novo tipo de utilização e só não concorreu quem não quiz. Ainda bem que isso aconteceu pois vamo-nos ver livres da "gaijada" do costume que vive do trabalho e dos impostos dos operários e dos assalariados, que de sol a sol dão o seu trabalho por Portugal.Noticia seria mostrar a fome, a doença e o desemprego que grassa neste País ignoto, mas aí os senhores jornalistas podem sujar os sapatos e cheiro pode enjoar! Depois não querem que a direita ganhe!

Em resposta ao leitor Santiago:
1 - Quanto à "mais do que previsível anarquia" ela era, como diz... previsível e foi considerada. Mas entendemos, apesar disso, que seria mais correcto dar um acesso generalizado aos posts a todos os utilizadores, por uma questão de equidade. Que algumas pessoas se tenham revelado de acordo com as piores expectativas é lamentável mas acontece. Pensamos, apesar disso, que a opção inicial foi a correcta. Preferimos começar por uam atitude tão aberta quanto possível e reduzir essa abertura apenas quando isso se revela indispensável.
2 - Quanto às "garantias de um honesto uso dos seus privilégios de utilizador" por parte dos ocupantes do Rivoli. O único honesto uso que exigimos é que se respeitem as opiniões do outros não apagandoposts alheios. Não tivemos queixas desse comoportamento relativamente a posts dos ocupantes. Tivemos queixas desse comportamento relativamente a posts feitos por pessoas de fora. A questão é simples.
3 - Toda a gente pode intervir livremente neste blog. O que já não é possível a toda a gente é fazer posts. Mas podem comentar o que quiserem, como quiserem.
4 - De forma a garantir o acesso em condições equivalentes às partes envolvidas neste debate, a Câmara Municpal do Porto foi convidada a participar como membro neste blog - com a possibilidade de fazer posts, portanto - o que ainda não fez mas pensamos que não deixará de fazer. Outras entidades que sejam parte interessada neste debate serão tratadas da mesma forma.

Em resposta ao leitor Santiago:
1 - Quanto à "mais do que previsível anarquia" ela era, como diz... previsível e foi considerada. Mas entendemos, apesar disso, que seria mais correcto dar um acesso generalizado aos posts a todos os utilizadores, por uma questão de equidade. Que algumas pessoas se tenham revelado de acordo com as piores expectativas é lamentável mas acontece. Pensamos, apesar disso, que a opção inicial foi a correcta. Preferimos começar por uam atitude tão aberta quanto possível e reduzir essa abertura apenas quando isso se revela indispensável.
2 - Quanto às "garantias de um honesto uso dos seus privilégios de utilizador" por parte dos ocupantes do Rivoli. O único honesto uso que exigimos é que se respeitem as opiniões do outros não apagandoposts alheios. Não tivemos queixas desse comoportamento relativamente a posts dos ocupantes. Tivemos queixas desse comportamento relativamente a posts feitos por pessoas de fora. A questão é simples.
3 - Toda a gente pode intervir livremente neste blog. O que já não é possível a toda a gente é fazer posts. Mas podem comentar o que quiserem, como quiserem.
4 - De forma a garantir o acesso em condições equivalentes às partes envolvidas neste debate, a Câmara Municpal do Porto foi convidada a participar como membro neste blog - com a possibilidade de fazer posts, portanto - o que ainda não fez mas pensamos que não deixará de fazer. Outras entidades que sejam parte interessada neste debate serão tratadas da mesma forma.

Um blog com password pública, aberto a todos, era bom demais para se manter por muito tempo. De qualquer modo parabéns ao Vítor Malheiros pela iniciativa.


Não fui, não sou, nem serei eleitor do Rui Rio. Acho até que o homem estaria muito melhor longe do Porto, no papel de papagaio que outrora tão bem desempenhou na Assembleia da República. Mas como o mundo não é a preto e branco, neste caso, acabo por lhe dar razão.

A solução por ele encontrada, para o sugadouro de 2 700 000,00 euros anuais dos cofres públicos com a manutenção do Rivoli, é razoável. Exige é uma extrema dedicação, para cumprir o caderno de encargos, e muito trabalho, algo a que os ocupantes do teatro não estarão habituados. Porque não se candidataram à exploração do Rivoli? - não é de privatização que se trata, mas sim de exploração do espaço por um período de tempo cujo fim coincide com o termo do mandato de R.R.

A fragilidade dos argumentos dos ocupantes, levará a que no fim desta novela, o saldo reverta a favor do demagógico presidente da Câmara do Porto. À semelhança do túnel de Ceuta, nós, os portuenses, sairemos a perder com este triste caso.

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